terça-feira, 6 de maio de 2008

O Tesouro (Parte 5)


"E os seus amigos, depois de irem espreitar de novo à porta para ver se alguém, lá fora, os espiava, contavam-lhes como era a vida de todos os dias no País da Pessoas Tristes. Havia polícias por toda a parte, não os polícias bons, que orientam o trânsito e prendem os ladrões, mas polícias para vigiar as pessoas e impedir que elas falassem entre si; polícias nas fronteiras para não as deixar sair; até polícias que abriam as suas cartas e ouviam as suas conversas para descobrir o que diziam e o que pensavam, e que as perseguiam e lhes batiam se elas não dissessem e que pensassem."

O Tesouro (Parte 4)


"Então explicavam-lhes: naquele país as pessoas não podiam fazer o que queriam, nem podiam dizer o que pensavam ou o que sentiam nem, como eles, partir e visitar outros países e conhecer outros povos, viviam fechadas no seu país como se ele fosse uma prisão. Nem sequer podiam contar esse segredo a ninguém, porque seriam presas, ou até mortas.

- Mas isso deve ser uma grande infelicidade!, diziam os visitantes. – Não admira que vocês estejam sempre tão tristes!"

Dia da Mãe



Este é o nosso trabalhinho do Dia da Mãe... Esperamos que as "mamãs" gostem!!

segunda-feira, 5 de maio de 2008

O Tesouro (Parte 3)


"Contavam-lhes que o povo daquele país tivera um dia um imenso e belo tesouro e que alguém lho roubara. E que era um tesouro tão grande e tão valioso que, sem ele, não podiam ser felizes.

- Um tesouro?, perguntavam os visitantes muito surpreendidos.

- Sim, um tesouro… A liberdade.

- A liberdade? Um tesouro?

Os visitantes não queriam acreditar porque, nas suas terras, a liberdade era uma coisa comum, quase sem importância. Toda a gente era livre de fazer o que quisesse desde que não fizesse mal a ninguém, e isso era tão normal que as pessoas nem davam pela liberdade. Eram livres do mesmo modo que respiravam e ninguém dá conta de que respira, respira e pronto.

- Sim, a liberdade é como o ar que respiramos, diziam-lhes os seus novos amigos tristemente. Só quando nos falta, e sufocamos cheios de aflição, é que descobrimos que, sem ele, não podemos viver…

- E como pode alguém viver sem liberdade? Como é possível?"

O Tesouro (Parte 2)



"Quem, vindo de outras terras, chegava ao País das Pessoas Tristes, não compreendia. As pessoas eram boas e afectuosas, e aparentemente só tinham motivos para serem felizes. Mas quando lhes faziam perguntas, as pessoas afastavam-se e não respondiam, ou mudavam delicadamente de assunto pedindo desculpa.

Às vezes, porém, os visitantes demoravam-se mais tempo, e depressa faziam amigos, porque era muito fácil fazer amigos naquele país. E esses amigos levavam-nos então a suas casa e, depois de terem trancado bem as portas e fechado todas as janelas, revelavam-lhes o segredo da sua tristeza."

domingo, 4 de maio de 2008

O Tesouro (Parte 1)



"Há muitos anos, no tempo em que o teu pai andava na escola, num país muito distante vivia um povo infeliz e solitário, vergado sob o peso de uma misteriosa tristeza. O céu era alto e azul, os campos férteis, o mar e os rios cheios de peixes e de vida, as cidades quentes e luminosas, mas as pessoas que passavam entreolhavam-se com olhos tristes, caminhando apressadamente e sumindo-se dentro das casas; e quando se encontravam umas com as outras, nos cafés, nos empregos, na rua, falavam baixo, como, se alguma coisa, um segredo terrível, as amedrontasse."

sexta-feira, 2 de maio de 2008

25 de Abril

Olá! Aqui está mais um trabalho da turma! Este é sobre o 25 de Abril...
Aos poucos fomos lendo o livro "O Tesouro" de Manuel António Pina. Depois, cada um de nós ilustrou o seu "livrinho", para levar para casa e juntamente com os pais, o voltar a ler.